A rã do Alasca que congela sólida no inverno e volta à vida no degelo
Sensores enterrados na serapilheira perto de Fairbanks registraram rãs-da-madeira livres com o corpo a dezoito graus negativos e até cento e noventa e três dias seguidas congeladas, sem batimento cardíaco, sem respiração e sem sinal cerebral, e o truque está no fígado, que no instante em que um cristal de gelo toca a pele quebra a reserva de glicogênio e despeja glicose no sangue, transformando o interior de cada célula num xarope viscoso demais para cristalizar, enquanto dois terços da água do corpo viram gelo do lado de fora, sob a pele, entre os músculos e ao redor dos órgãos